Resumo
OBJETIVO: Sintetizar o conhecimento atual sobre a adaptação do ambiente doméstico para pessoas com baixa visão e seu impacto no desempenho das atividades de vida diária.
MÉTODOS: Revisão narrativa da literatura recente sobre iluminação, contraste, organização espacial, segurança domiciliar e tecnologias assistivas aplicadas à baixa visão, articulada com a Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde e o modelo pessoa–ambiente–ocupação–desempenho.
RESULTADOS: Evidências indicam que intervenções ambientais no domicílio melhoram o desempenho funcional, a segurança, a autonomia e a qualidade de vida. Estratégias como otimização da iluminação, controle do ofuscamento, uso de contraste cromático, organização espacial, prevenção de quedas e incorporação de tecnologias assistivas apresentam benefícios consistentes e boa relação custo-efetividade.
CONCLUSÃO: A adaptação do ambiente doméstico deve ser considerada eixo central da reabilitação em baixa visão. Intervenções domiciliares personalizadas são fundamentais para ampliar a participação social, a segurança e a independência funcional.
Palavras-chave: Baixa visão; Adaptação ambiental; Atividades de vida diária; Iluminação; Acessibilidade.